O ano é 2023.
Lula presidente, foi eleito. Um alívio! Entretanto a atmosfera ainda é tensa. Menos, bem menos, é verdade. Foram quatro anos de descalabro, mas não se pode dizer com todas as letras que sairemos vencedores. O somos por hora, e por enquanto isto basta.
A promessa que eu gostaria de fazer é a de que voltarei aqui periodicamente para algo escrever, períodos mais curtos que aqueles até aqui. Queria ser a menina que escreve uma crônica por dia. Ou por semana, estaria de bom tamanho. Mas o que percebo é que a idade chega não apenas para o corpo, que range, dói, engorda e fica flácido numa velocidade maior que minha tomada de consciência de que os corpos, ao envelhecerem, rangem, doem, engordam e ficam flácidos... Quando vi, a pouca argúcia que julgava possuir, de quem um dia poderia bem escrever, foi-se, escorreu por algum ralo invisível da vida. Não me tornei a pessoa que transforma uma ida ao supermercado em uma história interessante. E sim, a pessoa que gostaria de escrever mas não sabe sobre o que.
Hoje é dia 18. Dia em que a fatura do cartão fecha. Mês em que resolvi cuidar de minha conta, de meu dinheiro, dinheiro da família. Faz parte das resoluções de ano novo. E o que descubro é que fevereiro será para pagar o cartão de crédito. Eu que trabalhe para preencher a conta no restante do mês. Que coisa. Ser adulto é muito chato.
Estou sempre perdida no que deveria ler. Foco ainda não tenho, esqueço o que planejei. Enquanto leio um artigo da Isloany, de um livro que atravessou meu plano de leitura, pra variar, lembro-me de que deveria estar relendo A carta roubada.
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