As pessoas têm relações diferentes com as drogas. Umas usam apenas por recreação e outras se afundam num vício. A culpa é de quem? Das drogas ou das pessoas?
Vamos falar sobre drogas: Facebook, Instagram, Twitter e YouTube.. dentre outras.
Primeiro gostaria de deixar claro que respeito o usuário. A questão é: por que para algumas pessoas essas drogas são mais nocivas que para outras pessoas?
Eu escuto muito sobre “ah, mas Facebook aliena.. a pessoa fica lá.. “ ué, se ela não estivesse lá, estaria vendo TV. Não vejo vantagem. Não mesmo.
Outra coisa que sempre falam “a noite foi tão boa que nem tirei foto”. Oi? Presume-se que só se tire fotos de noites ruins? Vamos fazer um álbum de velórios e enterros? Então a questão não é publicar fotos ou ficar no face, a questão é como você usa e como isso te afeta. Criticar o outro diz mais sobre você que sobre o outro.
Eu tirei o face do celular - o app - mas consigo entrar pelo navegador. Antes disso eu já tinha diminuído quase todos os seguidores.. mesmo assim ainda não estava bom. Eu não entro para “stalkear” , entrava para ver alguma coisinha.. como no inocente Orkut. Mas de inocente o Facebook não tem nada, então, seguindo os conselhos do meu amigo Duvivier, parei de trabalhar para o Mark Zucapeta. Procuro minhas próprias notícias.
Minha relação com Twitter é muito específica. Só uso quando preciso de uma atualização rápida - em tempo real: placar de jogo de vôlei, placar de eleição, resultado de alguma coisa...
Com insta minha relação é mais intensa, tiro foto mesmo! E não, não deixo de aproveitar a noite , o jantar , a viagem.. eu apenas tiro foto em 2 segundos e público em outros 2. Gente chata! E meu insta é travado e não entra quem quer. De tempos em tempos faço uma limpeza. É exibicionismo? Sim! Me preocupo com a quantidade de likes? Não. Me preocupo se a vida dos outros é mais feliz que a minha? Posso até me preocupar, mas não vai ser pelo Instagram.. pq eu conheço as ferramentas e sei que tanto aquele prato de comida x pode virar uma foto in-crível, como uma vida infeliz pode render fotos de propaganda de margarina? Ainda existem propagandas de margarinas?
E o YouTube .. eu não vejo o que ele sugere. Nunca. Odeio as sugestões. Precisam melhorar muito. Eu vejo muitas entrevistas, muitos programas que não teria acesso, de lugares e idiomas bem distintos, muitos vídeos de música e humor. Mas eu escolho. Não que dentro dessa escolha eu seja plenamente livre, no mundo dos grandes da internet ninguém é.. e cada clique meu num vídeo de alguém está rendendo muito dinheiro e não é na minha conta.
E pra não dizer que não falei do WhatsApp: ele que proporcionou isso aqui. Tem como não amar? Mas convenhamos.. grupos de WhatsApp são penitências e sair de grupos é sempre uma questão. Fico meses ensaiando! Meses!!
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Concordo com isso que você escreveu, que "criticar o outro diz mais sobre você que sobre o outro". Dizque Freud escreveu: "quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo." Não tenho recordação de ter lido isso nele, mas dizque foi assim. E você está certo, as pessoas tem relações diferentes com as dorgas. Mas ao que parece minhas questões com as redes sociais passam por outro lugares. Tem a ver com os outros... ok, isso é óbvio, mas fato é que... como explicar... bem, numa crise revolucionária resolvi sair de tudo: facebook, instagram e grupos de whatsapp (é, meu "tudo" é limitado). Um dos motivos relaciona-se com o famoso "o que os outros vão pensar?" Explico-me: se aquele amigo, em maior ou menor grau, fez aquele post e eu não vou lá curtir, o que é que ele vai pensar? Que eu sou uma cuzona. Mas pera aí... eu sou uma cuzona na vida real, por que não poderia ser ali?! Sim, sei, trata-se de se dar mais importância do que se realmente tem, o tal fulano provavelmente nem notaria. Mas comecei a me sentir obrigada a curtir como condição para publicar! Como se eu só merecesse ser lida e eventualmente curtida se fosse uma boa pessoa que curte tudo por aí. A sensação era de vigilância. Perdi a espontaneidade e as redes sociais passaram a se assemelhar a um local de trabalho e assim eu também segui o conselho do tal Duvivier. Achei melhor pular fora, estar ausente (mas tenho recaídas). Tive a ajuda do meu radar pseudo intelectual metido à besta que, funcionando à todo vapor, levou-me para todo tipo de teorização que mete a boca nas redes sociais (adorei o tal filósofo sul-coreano que provou que o Caetano está certo: "Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção/Está provado que só é possível filosofar em alemão1).
ResponderExcluirEnfim...
Meu desafio aqui é não perder a espontaneidade. Pois também aconteceu nas redes sociais. Pessoas demais! Cobranças demais. E até cobranças que inventamos.
ExcluirE será que foi o whatts que nos proporcionou isso aqui? Pra mim que foi Ituverava, e nossa amizade. Fiquei matutando nas nossas cartas, nossas inúmeras cartas! Até em sala de aula nos escrevíamos. Talvez com o whattsapp tenhamos apenas perdido, em termos estilo...
ResponderExcluirVc tem toda razão! E eu ainda tenho as cartas .. gostosas recordações
ExcluirSomos dois desafiados então... mas sinto que há mais de mim aqui, nesse empolamento todo, que em outros espaços, isso é bom... Sobre as cobranças que inventamos, essas são as piores de se enfrentar...
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