Há cada vez menos espaço pro tipo que costumo ser, que em vários aspectos, é o ser que idealizei ser, então cadê contentamento? Soa pedante. Quero escrever um artigo, com Uma história lamentável do Dostoiévski, e daí acho por bem fazê-lo ouvindo Tchaikovsky. Soa brega, coisa de preta colonizada apenas. Entretanto, agora com a guerra na Ucrânia, dou-me conta que a identificação deu-se justamente com a periferia da Europa. Mas não teria sido sem Amanda. Ou teria? Acho que descobri o significante por trás disso tudo: inteligente! Que era a Amanda, e que foi como me senti ao procurar no dicionário aquela palavra que começava com "bo" em Crime e Castigo. 

 Vez em quando, ao longo de tanto anos, ele me dá algo bem valioso: palavras de amor. Emprestadas, mas ditas como se tivessem sido feitas só pra mim, ou pra nós. Teve aquela vez que cheguei em casa e encontrei aquele bilhete que estava escrito "eu sei que eu fui embora e agora eu quero você de volta pra mim". Voltei na hora! Nunca havia ido na verdade. 

Teve o início. Bem, no início foram palavras sem música: o espírito que tudo nega, assim ele me nomeou. Com Goethe. Chique né? Logo depois veio O segundo sol. Nunca poderia eu imaginar interpretação mais romântica de uma música que, no fundo, fala do Hercólubus. 

Tantas outras palavras, roubadas e entregue à mim. Da última vez foram de duas músicas.   

 Manhã do pior dia da semana, segunda-feira. Foi a primeira desde que o ano iniciou, desde que as férias acabaram, desde que minha mãe foi e...