Momento nostalgia, e o que decido ouvir? Guns n' Roses. A banda foi minha porta de entrada para o universo rock n' roll cantado em inglês. Mamãe horrorizava-se ao ver aquele homem "de ciroula", segundo ela, correndo, pulando e gritando no palco. Quanto mais sentia a desaprovação dela, mais eu gostava da banda. Queria me casar com alguém parecido com o Axl Rose (ainda não conhecia o Kurt Cobain, e nem o bom senso). Fui o tipo de fã que tem todos os vinis e que sabia de cor todas as músicas!

E eis que ontem, durante a sessão nostalgia, lá pelas tantas escuto um:
Immigrants and fagots (Imigrantes e bichas)
They make no sense to me (Não fazem o menor sentido para mim)
They come to our country (Eles vem para o nosso país)
And think they'll do as they please (E acham que podem fazer o que bem entenderem)
They make no sense to me (Não fazem o menor sentido para mim)
They come to our country (Eles vem para o nosso país)
And think they'll do as they please (E acham que podem fazer o que bem entenderem)
Opa, péra!! Foi isso mesmo? Escuto mais atentamente e a coisa piora, continua assim:
Like start some mini-Iran (Tipo dar início à um mini-Irã)
Or spread some fucking disease (Ou espalhar alguma droga de doença)
And they talk so many God damn ways (E eles falam de tantos jeitos malditos)
It's all Greek to me (É tudo grego pra mim)
Or spread some fucking disease (Ou espalhar alguma droga de doença)
And they talk so many God damn ways (E eles falam de tantos jeitos malditos)
It's all Greek to me (É tudo grego pra mim)
Lá estive eu ouvindo um eleitor do Trump ou de um Bolsonaro da vida! Lembrei-me de mim cantando à todo vapor aquela música e por um segundo me senti uma russa gritando "Buceta rosa!!". Pensei nas crianças imigrantes de hoje, enjauladas e separadas de seus pais pelo tal do Trump, pensei na homofobia... Penso na eficiência alienante de se ser colonizado por outra língua. Senti-me, há tempos, geração coca-cola.
Nenhum comentário:
Postar um comentário