Que alegria, um dia de sossego, cenário dos sonhos para um sábado de carnaval: poder ler ou fazer nada ao som da água que cai. Mas quando começa esse sonho?
Diante desta visão, do carnaval alheio indo literalmente por água abaixo, percebo-me egoísta. Afinal, esta é uma época em que nem todos querem sossego, e a chuva ameaça estragar ou descolorir tudo. Mas sinto aí, também, uma ponta de prazer, confesso.
Por que o sossego sombrio de um sábado chuvoso de carnaval tanto me agrada? Sinto vovó em mim. Houve um tempo, aquele do melhor carnaval do mundo, o carnaval de minha adolescência, o carnaval de Ituverava, em que nada seria menos bem-vindo que um dia chuvoso. Quando chovia, minha vó dizia: "É Deus, mandano chuva pra freiá os jóvi, os jóvi tão saino dimais!!" Eu? Chorava...
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