Ando as voltas com minha xiitice musical. Interessante, bastou ter tido uma certa abertura e eis que o Rock insiste em voltar com a corda toda pras minhas veias. Após dias flertando com musicas dançantes, flagrei-me excitada, balançando freneticamente a cabeça ao som de um metal extremo qualquer. Ano após ano argumentei, sobre meu desgosto em relação à MPB, que estava cagando pras letras, que me importava a música, a melodia, etc etc. Neste ponto você pode estar pensando: ela deve tocar algum instrumento. Não, não toco, mal sei o que é melodia, no entanto sempre falei de música como uma paranoica: sem provas mas cheia de convicções. Porém ontem o ouvido estava um pouco mais atento ao que era dito. Que bobagem! Uma bobagem qualquer sobre "que lindo se matar por amor, pra ficar com a alma gêmea". Houve um tempo em que eu realmente acharia isso lindo.
Tenho sorte em não mais acreditar nisso de almas gêmeas. Entre Aristófanes e Sócrates, sou mais Sócrates*: o amor é pobre, duro, seco, descalço e sem lar. Entretanto é corajoso, tece maquinações, aspira ao belo. Nem mortal nem imortal é sua natureza, e o que consegue sempre lhe escapa. Encaixe perfeito? Não há.
Assim como não há música perfeita e sim opiniões.
Neste caso, a letra pode ser idiota, mas a música me dá um tesão danado! Vai entender...
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